Decidir armazenar as células-tronco do cordão umbilical do seu bebê é um dos primeiros grandes atos de amor e planejamento para o futuro. Muitos pais veem isso como um “seguro biológico” pessoal para a criança. No entanto, uma das dúvidas mais comuns e importantes é: esse material serve apenas para o bebê, ou ele pode beneficiar outros membros da família?
A resposta é uma das maiores vantagens deste serviço: o armazenamento de células-tronco cria um valioso repositório biológico para toda a família.
O potencial de uso, no entanto, depende de dois fatores principais: o tipo de célula-tronco (do sangue ou do tecido do cordão) e a compatibilidade genética. Vamos entender quem pode usar esse material e como funciona.
Este é o cenário mais simples e direto. Para o bebê de quem o material foi coletado (o que chamamos de uso autólogo, ou seja, “para si mesmo”), a compatibilidade é sempre perfeita.
Para o tratamento de diversas doenças, especialmente as do sistema sanguíneo e imunológico (como algumas leucemias, linfomas e anemias), ter um “backup” perfeitamente compatível e jovem é uma vantagem médica inestimável.
É aqui que o armazenamento se torna uma proteção familiar. Quando as células-tronco são usadas por outra pessoa que não o doador original, chamamos de uso alogênico (ou aparentado, no caso da família).
Para que isso funcione, especialmente com as células do sangue do cordão, precisamos de compatibilidade (HLA). Pense no HLA como o “tipo sanguíneo” do sistema imunológico; quanto mais próximo, menor a chance de rejeição.
Veja como funcionam as probabilidades dentro da família direta:
Os irmãos são os candidatos mais prováveis para um transplante alogênico. As chances de compatibilidade são:
Ter um irmão com células-tronco armazenadas pode ser uma alternativa vital caso ele precise de um transplante de medula óssea e não encontre um doador compatível em bancos públicos.
A genética funciona de forma fascinante: os pais são sempre 50% (parcialmente) compatíveis com seus filhos. Embora um “match” parcial nem sempre seja a primeira escolha para um transplante, os avanços na medicina têm tornado os transplantes parcialmente compatíveis (haploidênticos) cada vez mais comuns e seguros.
Tios, avós e primos têm uma probabilidade estatisticamente menor de compatibilidade. Embora não seja impossível, o foco principal do uso alogênico recai sobre pais e, principalmente, irmãos.
Até agora, falamos principalmente das células-tronco do sangue do cordão (chamadas hematopoiéticas), que exigem compatibilidade HLA. No entanto, o próprio tecido do cordão umbilical também é rico em outro tipo de célula, as células-tronco mesenquimais (CTMs).
E aqui está a grande diferença:
Para o uso das células-tronco do tecido do cordão (CTMs), não há exigência de compatibilidade HLA.
Essas células têm propriedades “imunomoduladoras”, o que significa que elas não costumam ser reconhecidas como “estranhas” pelo sistema imunológico de outra pessoa.
Enquanto as células do sangue são usadas para tratar doenças sanguíneas, as células mesenquimais estão sendo intensamente pesquisadas na medicina regenerativa para outras finalidades, como:
Isso significa que as células do tecido do seu bebê representam um potencial terapêutico não apenas para ele, mas possivelmente para toda a família, sem a barreira da compatibilidade.
Armazenar as células-tronco na Cryogene vai além de proteger apenas o seu bebê. Você está criando duas fontes de saúde para o futuro:
É uma única decisão que expande a rede de segurança e abre portas para a medicina do futuro para aqueles que você mais ama.
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