Não existe uma causa específica para o autismo e tampouco um tratamento ou medicamento que possa curar essa condição. Por esse motivo, estudos que visam melhorar o desenvolvimento e qualidade de vida de portadores desse transtorno é tão importante.
Cada vez mais, os índices que acompanham o diagnóstico de crianças autistas sobem, preocupando cientistas que trabalham arduamente para ajudar estes pacientes numerosos. Uma das maiores preocupações é que prover os cuidados médicos necessários para os autistas pode girar em torno de U$1,4 milhão de dólares até U$2,4 milhões de dólares. Uma conta altíssima que nem todas as famílias têm condições de arcar.
Sem nenhum motivo específico, os pais de Nicoloz armazenaram suas células-tronco vindas do cordão umbilical, confiando apenas na orientação do obstetra. Pouco tempo depois, aos dois anos de idade, Nicoloz começou a apresentar um comportamento agressivo, tinha dificuldade para pronunciar até mesmo palavras isoladas, não tinha interesse em interagir com outras crianças e tinha problemas de atenção.
Aos três anos de idade, a família recebeu o diagnóstico de autismo. Logo após, ele ingressou em um programa de desenvolvimento voltado para autistas que ensina as habilidades básicas como comportamento escolar, comunicação, relações sociais, autocuidado, comportamento empregatício e etc. Porém, mesmo após toda a dedicação, o progresso foi pequeno. Nicoloz fez pequenas melhoras e aprendeu apenas três palavras.
Aos 6 anos de idade, em 2016, os pais de Nicoloz viram um programa de televisão que indicava a possibilidade de uso de células-tronco autólogas para melhorar a qualidade de vida do seu filho. Foi então que ligaram no banco responsável pelo armazenamento para obter mais informações a respeito dos tratamentos disponíveis, e descobriram existir uma parceria entre o estabelecimento e o Centro Médico Mardaleishvili em Tibilisi.
Nicoloz foi inscrito no estudo e recebeu três injeções intratecais (um procedimento que injeta as células-tronco diretamente entre as vértebras, depositando-as no líquido cefalorraquidiano, ou líquor), com um intervalo de 6 meses entre as doses.
Após duas injeções, já percebeu-se grande melhora no comportamento, não sendo registrada nenhuma explosão ou conflitos desde o tratamento. Seu vocabulário expandiu significativamente e hoje fala praticamente todas as palavras, forma frases curtas e faz outras atividades como pintura, escrita, leitura e até mesmo resolve questões matemáticas. Estas melhoras proporcionaram a Nicoloz, a oportunidade de estudar em uma escola regular, acompanhando o conteúdo com os demais alunos, em um programa levemente adaptado.
Tudo isso foi possível graças ao armazenamento das células-tronco de cordão umbilical no momento do nascimento de Nicoloz. Um tratamento que jamais seria possível sem esse recurso.
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