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Tratamento com células-tronco pode ter curado criança em estado vegetativo

10 janeiro 2014

Depois de sofrer uma parada cardíaca e passar por procedimentos de reanimação por mais de 25 minutos em 2009, um menino, na época com dois anos e meio, entrou em estado vegetativo e suas chances de sobrevida não passavam de 6%.

Mas, apoiados pelos pais, que haviam congelado as células do cordão umbilical do garoto quando ele nasceu, médicos de Bochum
shutterstock_95688784ko(oeste da Alemanha) tentaram uma terapia inovadora. Nove semanas depois do incidente, a criança recebeu o material preservado com um transplante autógeno, ou seja, do próprio sangue umbilical, rico em células-tronco. A recuperação do garoto tem surpreendido a equipe que cuida do menino.
Se for verdade, este seria o primeiro relato de uma terapia com células-tronco bem-sucedida no tratamento de paralisia cerebral infantil, uma condição para a qual não existe cura atualmente

O caso foi descrito pelos médicos Arne Jensen e Eckard Hamelmann, professores da Universidade de Bochum, em um artigo publicado pelo jornal científico Case Reports in Transplantation.

Eles são cuidadosos em assegurar que as células-tronco foram responsáveis pela recuperação cerebral, mas garantem que são muito pequenas as chances de que apenas as terapias convencionais de reabilitação pudessem produzir tais efeitos.“Se for verdade, este seria o primeiro relato de uma terapia com células-tronco bem-sucedida no tratamento de paralisia cerebral infantil, uma condição para a qual não existe cura atualmente”, observam no artigo.

Para chegar a tal conclusão, os médicos se amparam em pesquisas anteriores feitas em laboratório. Em ratos, células-tronco aderiram em grande número a regiões lesionadas do cérebro e promoveram a recuperação de funções. Os cientistas acreditam que o mesmo teria ocorrido com o menino em Bochum e apresentaram imagens do cérebro da criança em que podem ser observadas mudanças físicas após o tratamento.

Mas as reações motoras e de retomada da consciência são os resultados que ilustram claramente a recuperação. No artigo, os médicos dizem não conhecer, na literatura de saúde, qualquer outro registro de recuperação infantil a partir de estágios tão severos de danos cerebrais como o que encontraram no menino. O paciente foi descrito como um caso “sem esperança”.

Os médicos também escreveram que, a longo prazo, as chances de crianças na mesma situação são pequenas: cerca de 40% morrem e, no melhor dos prognósticos, apresentam sinais mínimos de consciência em um período de quatro anos a quatro anos e meio depois da ocorrência das lesões.

A situação em Bochum, no entanto, foi bem diferente. Apenas uma semana depois do tratamento, o pequeno paciente começou a reagir a sons. Passados cinco meses, já era capaz de bater palmas. Dois anos depois de receber as células-tronco, o menino passou a comer sozinho e a falar algumas palavras.  Agora, passados quase três anos e meio, o garoto fala frases com quatro palavras, anda com ajuda de aparelhos e apresenta sinais de desenvolvimento motor fino. O resultado inédito tem sido tratado pela imprensa especializada como o primeiro caso de cura de paralisia cerebral infantil.

Uma das particularidades constatadas pelos cientistas durante o tratamento foi a ação de reinício provocada pelas células-tronco. Durante a parada cardíaca foi como se o cérebro tivesse sido zerado e o tratamento permitiu um novo desenvolvimento.

Isso significa que, depois da aplicação, o menino passou a ter reações semelhantes a um recém-nascido e sua evolução motora e cognitiva apresentou, no geral, as mesmas fases do desenvolvimento de uma criança. Em algumas situações, como o aprendizado da fala, o processo foi mais rápido com o paciente do que o padrão verificado em crianças no mesmo estágio de aprendizado, sugerindo que alguns conhecimentos adquiridos antes do tratamento foram preservados. O menino levou dois anos após o tratamento para fazer as mesmas coisas que uma criança sem problemas faria aos dois anos de idade.
Dificuldade em obter as células

As células-tronco usadas no tratamento foram preservadas congeladas desde o nascimento do menino em uma clínica em Leipzig (leste da Alemanha). As possibilidades de tratamento de outros pacientes, no entanto, esbarram muitas vezes na falta de material com a marca genética pessoal.

Na primeira quinzena do mês, o cientista Shoukhrat Mitalipov, especialista em biologia reprodutiva da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon, nos EUA, anunciou a criação de células-tronco a partir do transplante de material genético de uma célula da pele em um óvulo do qual o material genético foi removido.

A pesquisa foi recebida com alarde pela mídia, que a anunciou como a possibilidade de criação de células-tronco com células de indivíduos adultos. Apesar da euforia, as boas novas foram contestadas esta semana. Mitalipov admitiu erros na publicação dos resultados, justificando a pressa em concluir o artigo científico como causa de alguns deslizes.

No entanto, o cientista assegurou que as conclusões não se alteram. “Os resultados são reais, as linhas de células são reais”, rebateu. A pesquisa deve ser apresentada e discutida no próximo mês no encontro da Sociedade Internacional de Pesquisa em Células-Tronco

 

Fonte: Terra

Foto: Piotr Marcinski/Shutterstock

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