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Primeiro transplante em Portugal de células do cordão umbilical criopreservadas salvou vida de bebê

25 março 2013

O primeiro transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical, criopreservadas num banco privado português, realizou-se em fevereiro e permitiu salvar a vida de uma criança de 14 meses.

thumbs.sapoSegundo a Crioestaminal, que se dedica à criopreservação das células presentes no cordão umbilical, a intervenção foi realizada no dia 19 de fevereiro no Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto), mas só agora foi divulgada publicamente, depois de estar comprovado o sucesso do transplante.

“Agora já podemos anunciar que correu tudo bem. A criança já teve alta e está se recuperando bem em casa, deslocando-se apenas ao IPO-Porto para exames de controle”, disse à Lusa uma fonte da Crioestaminal.

Este foi o primeiro transplante com células estaminais do sangue do cordão umbilical que estavam criopreservadas numa empresa privada portuguesa.

“Os pais tinham guardado o sangue do irmão desta criança na Crioestaminal, a quem o IPO-Porto recorreu quando diagnosticou à criança uma imunodeficiência combinada severa”, salientou a mesma fonte. A imunodeficiência combinada severa é um grupo heterogêneo de doenças raras, caracterizadas por deficiências no sistema imunitário, o que torna os doentes mais suscetíveis a infecções graves, que podem se tornar recorrentes e, em última instância, fatais.

O diagnóstico da criança, residente em Coimbra, revelou uma redução significativa e quase ausência de linfócitos CD8, o que poderia conduzir à sua morte. A solução do problema passava por um transplante de células estaminais de sangue do cordão umbilical ou da medula.

“Depois de os pais da criança nos terem dito que tinham guardado as células do sangue do cordão umbilical do irmão, contatei o laboratório, pedi a verificação das condições das células e testei a compatibilidade”, explicou, por sua vez, Alzira Carvalhais, diretora do Departamento de Imuno-Hemoterapia do IPO-Porto.

Segundo Alzira Carvalhais, “a criança teve a sorte de ter um irmão histo-compatível, o que acontece em 25 % dos casos”.

Por seu lado, Raul Santos, diretor-geral da Crioestaminal, manifestou satisfação pelo sucesso deste transplante, considerando que a empresa “está contribuindo para salvar vidas”. “Não tínhamos dúvidas que, mais cedo ou mais tarde, iria surgir esta necessidade”, afirmou.

O sangue do cordão umbilical já foi utilizado em mais de sete mil transplantes em todo o mundo para o tratamento de diversas doenças hemato-oncológicas, mas, em Portugal, apenas tinha sido utilizado até agora sangue armazenado em bancos públicos internacionais.

 

Fonte: publico.pt

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