Selo Pequeno Principe

41. 3014-3009

#
#

Mãe guarda células-tronco da caçula para salvar outro filho com leucemia

23 novembro 2012

A mãe Adriane Lopes Said Santana, de 27 anos, viu na segunda gravidez a chance de salvar vida do filho mais velho, que tem Leucemia Linfoide Aguda (LLA). Ela decidiu colher células-tronco do sangue do cordão umbilical da filha, que nasceu no dia 24 de agosto,  armazenar o material e utilizá-lo, caso o menino necessite de um transplante de medula óssea.

“Eu estava grávida de oito meses, quando descobri que meu filho de um ano e oito meses estava com leucemia. Conversei com a médica dele e já pensei na possibilidade”, contou Adriane que é dona de casa.

Ainda que torça para que o procedimento não seja necessário, a família está esperançosa. A mãe contou que, inicialmente, falaram para ela que a chance de o material da filha recém-nascida ser compatível ao do filho era de 25%, porém, a associação que responsável pela coleta e testes do material genético, afirmou que a probabilidade chega a 47%.

Diante desta situação, os sentimentos se confundem. Adriane contou que se por um lado, está feliz com o nascimento da filha, por outro, está apreensiva. Há ainda a lamentação por não ter reservado o material genético do filho, logo que nasceu.

“Na minha primeira gravidez, eu nem pensei. Se tivesse feito, seria 100% compatível. Mas você nunca espera que vai acontecer com a gente, só vê em filme, em novela”, disse Adriane.

Quando se coleta material da medula óssea de irmãos, a probabilidade passa para 30%. Agora, quando se tem as células-tronco do cordão umbilical, as chances aumentam consideravelmente chegando a 47%. Cientificamente, esta porcentagem é alta.

Sobe dado a maior imaturidade das células e dado a menor capacidade que elas têm de gerar rejeição. É um fato cientificamente comprovado e muito comprovado na prática médica diária.  O médico hematologista, Adelson Alves, destacou que não existe material idêntico (exceto nos gêmeos univitelinos) entre pessoas diferentes e, por isso, nestas circunstâncias, se trabalha com níveis de rejeição. Se a rejeição foi muito leve, pode ser controlada via medicamentos.

“Eu estou torcendo para que seja compatível. É a arma poderosa nas mãos para enfrentar essa doença”, disse o médico sobre o caso do filho da Adriane.

Ele comentou que caso o material genético não ajude o garoto, ele ficará guardado para a recém-nascida ou para a família”, declarou Alves. “A gente sempre espera que não haja necessidade, mas eu sempre digo para os pacientes que é melhor ter e não precisar do que precisar e não ter”, acrescentou.

As células-tronco são armazenadas conforme padrão internacional e não existe um tempo limite de conservação. Elas têm duração indeterminada. É uma segurança muito grande que essas células se mantenham.

A Leucemia Linfoide Aguda (LLA)
As leucemias, de acordo com especialistas da área de saúde, ocorrem principalmente na infância e são violentas.  Mesmo quando há melhoras, após a quimioterapia, a doença pode voltar. Inclusive, de acordo com Alves, a incidência desta patologia tem crescido.

Ele explicou que a leucemia do filho de Adriane é a multiplicação, em velocidade alta, de células do sangue que sofreram mutação e, portanto, não são iguais as que a medula óssea produziria. “Essas leucemias, de um modo geral, costumam ser fatais. Se não se encontra um doador compatível, elas podem ser proteladas”. O médico lembra que há casos em que o paciente consegue responder a dez anos de tratamento, em compensação, outras pessoas em um ano, um ano meio, já não respondem mais.

 

Fonte: G1

Receba nosso newsletter

Cryogene® - Criogenia Biológica Ltda.

Rua Olavo Bilac, 524 - Batel - Curitiba - PR - CEP 80440-040

Fone: (41) 3014-3009

Entre em contato

Fone: (41) 3014-3009 | cryogene@cryogene.com.br

Facebook Explay Web Agency