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Estudo com células-tronco produz óvulos em laboratório

07 novembro 2012

Existe alguma maneira de se reverter os efeitos do tempo na fecundidade da mulher? Segundo um estudo feito por cientistas da Harvard Medical School (EUA) e da Universidade de Edimburgo (Escócia) com células-tronco, sim. Os médicos envolvidos na pesquisa anunciaram terem criado o primeiro óvulo em laboratório, a partir de células-tronco encontradas no ovário. Caso o estudo tenha sucesso nas etapas seguintes, a longo prazo a descoberta pode mudar muito do que se sabe sobre a fertilidade feminina e ajudar a solucionar um dos maiores problemas enfrentados por quem quer engravidar: a idade.

Os médicos sempre acreditaram existir uma quantidade limitada de óvulos disponíveis para serem fecundados – a chamada reserva ovariana. A produção dos gametas femininos começa já na 20ª semana do feto. Quando a mulher nasce, ela já tem todo seu estoque ovariano definido. Além disso, a qualidade dessas células diminui ao longo da vida, reduzindo as chances de gerar um bebê. No entanto, a pesquisa mostra que essas características poderiam ser revertidas ao se produzir novos óvulos.

A presença das células-tronco no ovário já era conhecida desde 2004. A novidade do estudo foi conseguir transformá-las em óvulos, células humanas de características bem específicas – é a única célula do corpo da mulher com 23 cromossomos, metade do normal. O próximo passo da pesquisa será fecundar esses gametas produzidos em laboratório e verificar sua capacidade de se tornar um embrião, o que viabilizaria a chance de gerar um bebê. A lei americana permite que o estudo vá apenas até o 14º dia a partir da fecundação.

O médico especialista em reprodução humana Edson Borges, da clínica Fertility, de São Paulo, especializada em reprodução humana, alerta para a questão ética envolvida no assunto. “Vamos ter que experimentar na mulher em algum momento para ver se isso funciona ou não”, afirma. “Outra coisa é que o método precisaria ser testado em um número populacional suficiente. A gente tem que ter dezenas de milhares de crianças”, lembra ele.

A cura da menopausa
O estudo abre também a porta para uma ideia que até então era considerada irrealizável: prolongar o tempo não só da funcionalidade reprodutiva, mas também hormonal da mulher. Em vez de se produzir óvulos novos em laboratório, os médicos poderiam considerar a possibilidade de ativar as células-tronco dormentes no ovário por meio de uma medicação. A partir do momento em que há óvulos, eles poderão produzir hormônios. Isso poderia eliminar a menopausa e outros problemas da mulher relacionados à idade, como a osteoporose.

O médico ressalta, no entanto, que, apesar dos recentes avanços, há ainda um longo caminho a ser percorrido. “Esse é o sonho de todo mundo. Mas a gente ainda está no campo experimental. Mas isso é interessante para mostrar que existe uma busca muito grande no sentido de se tratar problemas que eram até então insolúveis, como o tempo”, diz Edson.

 

Fonte: Terra Notícias

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