Selo Pequeno Principe

41. 3014-3009

#
#

Célula-tronco de cordão umbilical atenua diabetes tipo 1

07 novembro 2012

Um estudo feito por cientistas da Universidade de Illnois, nos Estados Unidos, conseguiu atenuar diabetes de pacientes com o  tipo 1 da doença com a ajuda de células-tronco obtidas no cordão umbilical de pessoas saudáveis.

O trabalho foi detalhado na publicação científica de livre acesso “BMC Medicine”.

A diabetes do tipo 1 acontece quando células do pâncreas são atacadas pelas próprias estruturas de defesa do corpo. As unidades afetadas são as células beta, localizadas em uma região do órgão onde se encontram as ilhotas de Langerhans.

Elas são responsáveis por produzir a insulina, uma substância responsável por permitir que a açúcar (glicose) disponível no sangue entre nas células do corpo para a geração de energia. As beta ficam próximas às células alfa, que produzem o glucagon, hormônio que tem a função oposta à insulina: aumentar o nível de glicose na corrente sanguínea.

Com a doença, as células beta deixam de produzir a insulina e o paciente precisa de injeção de insulina diárias pelo resto de sua vida.

 

A técnica

No estudo, as células-tronco obtidas de pessoas saudáveis foram usadas para “educar” as estruturas de defesa do corpo dos diabéticos para permitir a atividade pancreática e a saúde das células beta.

A terapia feita em pacientes da cidade de Chicago começou quando células de defesa do corpo do paciente são separadas e colocadas em contato com as células-tronco de cordão umbilical, que foram “imobilizadas”. Após três horas, os “soldados” são colocadas de volta dentro dos pacientes. Um outro grupo de diabéticos não recebeu a terapia para que os resultados pudessem ser comparados.

O progresso dos pacientes foi monitorado após 4, 12, 24 e 40 semanas posteriores à terapia. Essa melhora era medida pelos níveis de peptídeos C — proteínas produzidas ao mesmo tempo que a insulina. Um indício de que as células beta estão funcionando bem é o aumento dos peptídeos C no corpo do paciente.

E foi exatamente isso que ocorreu a partir da 12ª semana após o tratamento. Para os pesquisadores, esse resultado mostra que as injeções diárias de insulinas podem ser reduzidas. Isso porque a dose diária de insulina artificial necessária para manter o diabético com saúde começa a diminuir conforme o tratamento se estende.

Com o tempo, o nível de açúcar no sangue também diminuiu entre os pacientes do estudo que receberam a terapia com células-tronco. Para Yong Zhao, coordenador do trabalho, o segredo da técnica está no aprimoramento do sistema de defesa dos pacientes, que passa a contar com um agente que breca a ação autodestrutiva.

Esse “controlador” é uma proteína controlada por um gene conhecido como AIRE. Quando essa substância falha, doenças causadas pelas próprias células de proteção ao corpo acontecem.

 

Guardar para tentar garantir o futuro

Quando descobriram que Vicente, hoje com 4 meses e meio, estava a caminho, o médico Carlos Cunha Pereira Neto e sua esposa, a arquiteta Iara (foto), não pensaram duas vezes e decidiram fazer o armazenamento do sangue do cordão umbilical do filho em um banco privado. “Não quero que ele tenha uma doença e espero que ele nunca use a amostra que guardamos, mas, se alguma coisa acontecer, o Vicente está protegido e vai ter mais essa opção para resolver o problema da melhor forma possível”, diz o pai. Segundo ele, o desenvolvimento desta área da Medicina foi fundamental para a escolha. “Sou médico, então sei que não há certeza quanto aos futuros usos, mas existem diversas indicações de que eles são promissores.”

 

* * * * *

 

Mitos e verdades

Veja o que é realidade ou não quando o assunto é congelamento de sangue de cordão umbilical

– O procedimento dói, compromete a saúde da criança e prejudica a recuperação do parto.

Mito. O sangue é extraído da placenta, após o corte do cordão umbilical, o que não gera dor para a mãe ou para o bebê. Da mesma forma, não oferece riscos à saúde da criança e não tem qualquer influência na recuperação da mãe.

– Se a criança tiver leucemia, não pode receber sua própria amostra de material.

Verdade. Se, em longo prazo, a criança apresentar leucemia ou algum problema de saúde genético, se torna inviável a utilização de seu sangue de cordão umbilical no tratamento. Nesse caso, testes de compatibilidade precisam ser feitos para que ela receba a doação de algum parente ou outro doador compatível.

– O uso do sangue do cordão tem menos rejeição em transplantes.

Verdade. Até os seis meses de idade, os glóbulos brancos são imaturos e conseguem se adaptar melhor em outros organismos. Com isso, as chances de rejeição aguda ao transplante são menores.

– As células do sangue estouram após o congelamento e poucas ficam em condições de serem usadas.

Mito. O processo de congelamento é seguro e preserva as estruturas celulares. A viabilidade média de utilização das células depois do congelamento é de 85% – 65% já seria suficiente para um transplante ser satisfatório.

– O material congelado não dura muito tempo.

Mito. Hoje, sabe-se que as células se mantêm em condições de uso por 25 anos, idade da amostra de sangue de cordão umbilical mais antiga do mundo. Há expectativa de que o material permaneça adequado ao uso por muito mais tempo.

 

* * * * *

 

Etapas

Veja os três principais passos para quem pensa em fazer o congelamento do sangue do cordão umbilical

 

A preparação

A família entra em contato com o banco público ou privado e verifica a possibilidade do recolhimento na maternidade onde será feito o parto. Os pais assinam um documento garantindo que consentiram com o procedimento e estão cientes das condições de uso do material. A mãe passa por exames para verificar se não tem doenças genéticas ou infecciosas que inviabilizem a coleta. Nos bancos privados, o ideal é que os pais entrem em contato com a empresa pelo menos duas semanas antes do parto para que seja realizado o preenchimento do contrato e do termo de consentimento do médico que vai realizar o parto. Para armazenar o sangue do cordão, a mãe deve ter mais de 18 anos, estar com, no mínimo, 32 semanas de gestação no dia do parto, não ter infecções ou doenças transmissíveis pelo sangue, como hepatite, toxoplasmose e HIV, não estar com a placenta rota a mais de 18 horas durante o parto e ter realizado exames de sangue para assegurar que está com a saúde em dia e o cordão não está contaminado.

 

A retirada

Segundo os médicos, o procedimento é tranquilo e altamente seguro. Segue-se o processo normal do parto. Após a retirada completa do bebê, o médico obstetra grampeia e corta o cordão umbilical. Enquanto a criança é levada para receber os primeiros cuidados (ser lavada, pesada e avaliada por um pediatra), o obstetra espera que a placenta seja expelida. Neste momento, o profissional da clínica de armazenamento privada ou a enfermeira treinada pelo banco público faz a pulsão do sangue da parte do cordão umbilical ligada à placenta. Em geral, cada procedimento rende cerca de 90 ml de sangue. Feito o recolhimento, as células-tronco são separadas e essa amostra é conservada em um ambiente resfriado a cerca de 180 graus negativos.

 

A utilização

No caso de o material ser armazenado em um banco público, o Brasil conta com o Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea (Redome), um cadastro nacional que reúne as informações sobre possíveis doadores em todo o Brasil. Dentro desse banco, há as características dos materiais provenientes de medula óssea e de sangue de cordão umbilical. Os dados são cruzados com o Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme) e o sistema indica qual a melhor alternativa de transplante no caso de cada paciente. Nos bancos privados, o médico responsável pelo tratamento deve entrar em contato com a equipe do banco e, a partir de exames na amostra guardada pela família, é feita a verificação da compatibilidade e possível utilização do material.

 

Fonte: Gazeta do Povo

Receba nosso newsletter

Cryogene® - Criogenia Biológica Ltda.

Rua Olavo Bilac, 524 - Batel - Curitiba - PR - CEP 80440-040

Fone: (41) 3014-3009

Entre em contato

Fone: (41) 3014-3009 | cryogene@cryogene.com.br

Facebook Explay Web Agency